Sistema Eletrônico de Administração de Conferências, VII CONNEPI - Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação

Tamanho da fonte: 
Produção de abelhas rainhas africanizadas apis mellifera l. no sul do Estado de Roraima – Brasil
Luana Lopes da Cunha, Josimar da Silva Chaves, Rosa Maria Cordovil Benezar, Renaly Rodrigues de Lima

Última alteração: 2012-08-28

Resumo


A expansão e manutenção da atividade apícola no Brasil utilizam de técnicas de obtenção de enxames silvestres de abelhas melíferas africanizadas na natureza (Apis mellifera L.). Esta utilização visa repor e/ou expandir o número de colônias dos apiários, porém possui inconvenientes como a dependência da natureza para captura dos enxames, a heterogeneidade genética das colônias capturadas, a consangüinidade e a possibilidade desses enxames serem portadores de doenças e parasitas prejudiciais à sanidade das abelhas. A produção de rainhas, melhoradas geneticamente, visando o aumento das características desejáveis, é uma ferramenta essencial para a manutenção e expansão dos apiários. Porém, no Brasil, as práticas de manejo necessárias para o estabelecimento de um programa de melhoramento produtivo não são bem estabelecidas. Para o sucesso da atividade apícola é fundamental que os apicultores desenvolvam o costume de substituição anualmente, de suas rainhas. O presente trabalho avaliou através do método de Doollitle a produção de rainhas africanizadas por puxada artificial fazendo o uso de três tratamentos (larvas com 24 horas de eclosão, larvas com 48 horas de eclosão e larvas com 72 horas de eclosão). Consideraram-se as características genéticas desejáveis de uma boa rainha, como produtividade, docilidade e sanidade para a seleção das colmeias doadoras. Os resultados mostraram que o tratamento com larvas de 24 horas de eclosão obteve uma pega da enxertia de 50% das cúpulas, enquanto que o tratamento com larvas de 48 horas de eclosão 31% e o tratamento com larvas de 72 horas de eclosão somente 28%. Observa-se que o sucesso na pega da enxertia esta relaciona a idade da larva, sendo necessário trabalhar com larvas de menor idade. Portanto, com essa técnica é possível o apicultor expandir e/ou repor suas colméias anualmente, diminuindo a agressividade, melhorando a sanidade e aumentando produtividade de mel de seus apiários.

 


Texto completo: PDF