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Um retrato da exclusão social no conto "A Rosa Caramela", de Mia Couto
Michel Adão Oliveira Fernandes, Evandro Gonçalves Leite

Última alteração: 2012-12-13

Resumo


Em várias circunstâncias, a literatura se apresenta como uma excelente aliada a propósitos de caráter social e aborda diversas questões sobre tal aspecto. No presente trabalho, estudamos o conto A Rosa Caramela, do livro Cada homem é uma raça, do moçambicano Mia Couto. Nosso objetivo foi analisar como a narrativa retrata certas diferenças que inferiorizam e promovem a exclusão social das pessoas. Para analisar o conto, recorremos a estudiosos como Gotlib (2006), que trata sobre a teoria do conto vista por vários ângulos; Cortázar (2008), que apresenta alguns aspectos do conto; e Candido (2010), na relação entre literatura e sociedade. O conto estudado busca denunciar e mostrar uma realidade sofrida por muitos na sociedade em que vivemos, materializados na exclusão pela loucura que é reforçada pela associação de outros fatores de caráter racial, político e histórico da sociedade pós-colonial de Moçambique. O conhecimento acerca dos movimentos histórico-sociais evidenciados no conto permitiu-nos uma visão maior acerca dos costumes da sociedade moçambicana e como eles influenciam a vida das pessoas.

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