Sistema Eletrônico de Administração de Conferências, VII CONNEPI - Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação

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Levantamento epidemiológico da leishmaniose tegumentar na região Nordeste, Brasil, de 2001 a 2010
vagne Melo Oliveira

Última alteração: 2012-08-31

Resumo


Doença parasitária da pele e mucosas, de caráter pleomórfico, causada por protozoários do gênero Leishmania. A doença cutânea apresenta-se classicamente por pápulas, que evoluem para úlceras com fundo granuloso e bordas infiltradas em moldura, que podem ser únicas ou múltiplas, mas indolores. Também pode manifestar-se como placas verrucosas, papulosas, nodulares, localizadas ou difusas. A forma mucosa, secundária ou não à cutânea, caracteriza-se por infiltração, ulceração e destruição dos tecidos da cavidade nasal, faringe ou laringe. Quando a destruição dos tecidos é importante, podem ocorrer perfurações do septo nasal e/ou palato. Há várias espécies de leishmanias envolvidas na transmissão. No Brasil, as mais importantes são Leishmania (Viannia) braziliensis, L. (L.) amazonensis e L. (V.) guyanensis. Os seus reservatórios são os marsupiais, roedores, preguiça, tamanduá, dentre outros. Seu modo de transmissão se dá pela picada da fêmea de insetos flebotomíneos das diferentes espécies de importância médico-sanitária do gênero Lutzomyia. O objetivo deste trabalho foi realizar um levantamento epidemiológico da leishmaniose tegumentar, na região Nordeste do Brasil, durante a série histórica de 2001 a 2010. Para tal, realizou-se a busca de artigos nas bases eletrônicas de dados: SciELO, LILACS e Google Acadêmico, utilizando os seguintes termos: “leishmaniose tegumentar”. Não havendo restrição a data de publicação. Os dados sobre os casos de leishmaniose tegumentar foram coletados no banco de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). De acordo com os dados, a maioria dos acometidos, nos diversos estados da região nordeste, eram do sexo masculino e maiores de 10 anos de idade. Tendo em vista dos dados expostos, propõe-se ações estejam voltadas para o diagnóstico precoce e tratamento adequado dos casos detectados e estratégias de controle flexíveis, distintas e adequadas a cada padrão de transmissão.


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