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Morfologia do fígado de tilápia-do-nilo como biomarcador de exposição ao alumínio
vagne Melo Oliveira

Última alteração: 2012-08-27

Resumo


As alterações histopatológicas são excelentes ferramentas de marcação biológica de exposição a agentes químicos por serem compatíveis às respostas bioquímicas, principalmente alterações nas cinéticas enzimáticas. Neste sentido, análises de vísceras como brânquias, fígado, estômago e/ou intestino podem subsidiar num processo de investigação biológica. A análise morfológica de tecidos também fornece informações importantes a respeito da fisiopatologia celular. Assim, padrões bioquímicos, teciduais e anatômicos podem ser analisados como biomarcadores de exposição de contaminantes em peixes e outros organismos aquáticos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a integridade do fígado de tilápias do Nilo expostas a concentração de 1 ppm de sulfato de alumínio. Foram cultivados 10 peixes durante um período de 456 horas, sendo 120 horas de adaptação e 336 de exposição ao contaminante, em aquários com 90 litros de água, todos com alimentação ad libitum, troca dinâmica da água (80%) a cada 24 horas com reposição do metal nos aquários de exposição, com limpeza periódica para evitar sujidades e fotoperíodo de 12:12. Os animais foram divididos em 2 grupos experimentais, sendo o controle (sem exposição) e exposto a 3 ppm de sulfato de alumínio (Al2(SO4)3). Após o período de exposição, as brânquias foram retiradas para procedimentos histológicos. As peças foram fixadas em solução de Boüin por 24 horas, desidratados em álcool etílico em concentrações crescentes, diafanizados em xilol, impregnados e incluídos em parafina. As peças foram incluídas de tal maneira que puderam ser observadas ao microscópio de luz, cortes transversais. Os blocos foram cortados em micrótomo ajustado para 5 micrômetros (μm), os cortes foram coradas pela hematoxilina e eosina (H.E), observado e fotografado em microscópico Olimpus BX-51.Não foi observado qualquer tipo de alteração morfológica anormal para as vísceras estudadas. Concluímos que, nessa concentração e durante esse intervalo de tempo o sulfato de alumínio não é prejudicial a morfologia do fígado. 


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