Sistema Eletrônico de Administração de Conferências, VII CONNEPI - Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação

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INCLUSÃO SOCIAL E PLURALIDADE ÉTNICA NAS ESCOLAS TÉCNICAS: O INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA BAHIA NO CONTEXTO: MITO OU REALIDADE?
Gabriela Bacelar, Naiaranize Pinheiro da Silva

Última alteração: 2012-10-17

Resumo


O presente artigo coloca algumas considerações importantes acerca das políticas de ações afirmativas, contextualizando sua implantação no Brasil. O artigo vem pautar a situação dessas políticas nas escolas técnicas e mais especificamente no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), analisando-a sob a ótica do corpo discente da instituição, através da análise dos questionários aplicados e respondidos. Os levantamentos são verificados por meio de referências bibliográficas, portarias e documentos institucionais que tratem das ações afirmativas. A grande problemática que justifica o estudo feito, é que estando a educação profissional de nível médio cada vez mais requisitada pelos jovens por trazer-lhes uma suposta entrada rápida no mercado de trabalho através de uma boa qualificação e projeção de sua carreira profissional, estas instituições passam a implementar o mesmo modelo de ingresso dos estudantes através da adoção de políticas de cotas com vistas a inclusão social e a promoção da pluralidade étnica e cultural como fins de uma sociedade democrática. Entretanto, sendo uma ação relativamente recente, nos impõe a necessidade de um acompanhamento firme por parte das escolas que assumem tais políticas, bem como da própria academia para que se verifique o cumprimento do papel que acabam por abraçar. O IFBA por estar localizado no estado de maior população negra, com contradições sociais tão abruptas e escolaridade média tão baixa, tem um encargo social ainda maior perante as minorias e a sociedade como um todo, devendo ser acompanhado e amparado no que tange seu papel de transformador da realidade de desigualdade social, garantido a essa parcela marginalizada, o acesso e permanência no Instituto, bem como o ingresso no mercado de trabalho.


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