Sistema Eletrônico de Administração de Conferências, VII CONNEPI - Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação

Tamanho da fonte: 
Circunferência abdominal como preditor de Doenças Cardiovasculares em Adolescentes
Sara Jordane Cunha e Silva, Priscila Vidal de Freitas, Daniele Holanda Diógenes, Cristiano Silva da Costa, Jânia Maria Augusta da Silva

Última alteração: 2012-10-19

Resumo


Há evidências de que as doenças cardiovasculares relacionam-se com o estado nutricional e fatores de risco ainda na infância, progredindo com a idade e, a gravidade é diretamente proporcional à quantidade de fatores de risco que o indivíduo apresenta, mostrando a importância da identificação e prevenção primária destas doenças. O atual estudo teve como objetivo avaliar a existência de risco de para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares em adolescentes a partir da medida da circunferência abdominal. O estudo foi do tipo transversal, realizado no mês de abril de 2012 em uma amostra constituída por 177 adolescentes com idades entre 12 e 19 anos, provenientes de uma escola pública do município de Limoeiro do Norte-CE. Para avaliar o risco cardiovascular foi aferida a circunferência abdominal. Foram considerados em risco os adolescentes com circunferência abdominal acima dos valores determinados pela International Diabetes Federation de acordo com a faixa etária (acima do percentil 83 para meninos e do percentil 50 para meninas). Os resultados apontaram que 5,63% dos adolescentes do sexo masculino e 35,85% dos do sexo feminino se encontravam, em risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares (DCV), o que representou 23,73% do total. Dos resultados obtidos 5,63% dos adolescentes do gênero masculino e 35,85% feminino se encontravam, segundo a CA, em risco de desenvolver doenças cardiovasculares, o que, para ambos os gêneros representou 23,73%. Pode-se perceber uma alta frequência de risco nas meninas em comparação aos meninos, sendo importante a associação dessa diferença com o cotidiano dos mesmos. Pode-se propor que esta avaliação seja sempre realizada, reforçando-se a importância da aferição desta medida antropométrica como parte obrigatória do exame semiológico neste grupo, como medida de controle precoce de doenças crônicas na vida adulta.

 


Texto completo: PDF