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Representação ficcional da história de Moçambique no conto “Os mastros do Paralém” de Mia Couto
Paula Pessoa Pinheiro, Evandro Gonçalves Leite

Última alteração: 2012-08-16

Resumo


O tema principal desse artigo são as questões sociais que permeiam o conto “Os mastros do Paralém”, do livro “Cada homem é uma raça”, do autor Mia Couto. O objetivo geral do trabalho é compreender neste conto como o autor retrata ficcionalmente questões históricas em Moçambique durante o período (pós-)colonial. Os autores utilizados para a fundamentação teórica foram: Hernandez (2008), que mostra um breve contexto histórico de Moçambique, focando principalmente no período da independência desse país africano; e Benito (2008), Bidinoto (2004) e Miranda (2009), que apontam a estreita relação entre a história e a literatura moçambicana. No conto, são relatados episódios que representam a luta do povo moçambicano pela sua independência. Percebemos vários sentimentos vividos pelas personagens que representam simbolicamente o povo daquele país, como: a dor, o pesadelo, a injustiça, a miséria e a escravidão advindas das mazelas da colonização portuguesa. Além disso, o autor utiliza vários símbolos (como o mulato, a bandeira, o colono, o fogo e o sol) para representar ficcionalmente o contexto sócio-histórico das lutas pela independência de Moçambique. Ao analisar o conto, percebemos que o autor Mia Couto produz uma literatura engajada, ao abordar aspectos da realidade daquele país, como forma de fazer conhecer a identidade e a história do seu povo.

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