Sistema Eletrônico de Administração de Conferências, VII CONNEPI - Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação

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O uso de plantas medicinais no município de Quixadá-Ceará
Francisco Rogênio da Silva Mendes, Maria Kueirislene Amâncio Ferreira, João Carlos da Costa Assunção, Ana Angélica Mathias Macêdo

Última alteração: 2013-03-26

Resumo


Resumo: O uso das plantas medicinais como opção de tratamento completa o quadro atual de automedicação indiscriminada em todas as classes sociais, o que pode ser perigoso se não houver a garantia de que as propriedades farmacológicas sejam realmente obtidas, sem efeitos colaterais  perigosos para saúde. O objetivo desta pesquisa foi investigar o uso de plantas medicinais utilizadas pela população do município de Quixadá para o tratamento das enfermidades. Trata-se de um estudo com abordagem quantitativa, tendo como amostra 303 participantes com faixa etária entre 15 e 85 anos de idade. Foi aplicado um questionário com 20 perguntas, onde algumas foram tabuladas e expressas em forma de gráficos. Os resultados mostraram que 66% dos participantes acreditam na atividade terapêutica das plantas medicinais, o que explicita a confiança da população com relação aos seus efeitos. 31% dos participantes nunca ouviram falar no termo fitoterapia, 23% sempre ouviram falar e 28% raramente ouviram falar. Percebe-se que os medicamentos fitoterápicos, de certa forma, não são consumidos com maior abrangência por falta de esclarecimento da população. 42% utilizam plantas medicinais, isso significa que a população ainda não excluiu a medicina popular para cura das doenças. 83% dos participantes citaram o chá como forma de utilização das plantas medicinais, sendo que 7% utilizam-nas na forma de infusão. Quanto a parte utilizada, 56% dos participantes opinaram pelo uso das folhas nas preparações. Cerca de 77% dos participantes sempre tiveram consciência do risco da automedicação, porém 79% não consultam médicos antes de utilizarem plantas medicinais. Faz-se necessário esclarecer a população sobre o uso racional de plantas medicinais, tais como manipulação, coleta e uso terapêutico. Sugere-se, portanto, estudos futuros a fim de comprovar a ação terapêutica das plantas mencionadas pela população durante a aplicação dos questionários.

 

 


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