Sistema Eletrônico de Administração de Conferências, VII CONNEPI - Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação

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Monitoramento e biometria de plantas de cupuaçu - Theobroma grandiflorum (Willd. ex. Spreng.) em condições de viveiro aberto
Nuno Henrique Magalhães Coutinho, Yuri Almeida Freitas, Milaine Almeida Brandão, Matheus Oliveira Cardoso, Marcelo Nery Santana, Vanderlei Antonio Stefanuto

Última alteração: 2012-09-17

Resumo


Os frutos amazônicos, em especial o cupuaçu, apresentam um elevado potencial econômico e consequentemente social, constituindo fonte de subsistência e reposição nutricional da população de baixa renda do norte do país. No entanto, nas últimas décadas, devido ao aumento na demanda, passou a ser explorado na forma cultivada, ocasionando uma ampliação da área de cultivo. O cupuaçuzeiro (Theobroma. grandiflorum Schum) produz frutos de até 1,5 kg, com número de sementes/fruto variando entre 20 a 50, envoltas por uma polpa creme, da onde são produzidos doces em geral. Do endosperma é produzido o chocolate de cupuaçu (cupulate). A biometria e monitoramento das mudas pré-plantio são fundamentais para que se estabeleça um padrão das árvores no campo, evitando o prejuízo para o produtor, visto que propicia o conhecimento da variabilidade morfológica, quantitativa e qualitativa de espécies vegetais, orientando futuros planos de manejo. Há escassez na literatura a respeito dos requerimentos nutricionais e desenvolvimento inicial das espécies florestais e nativas. A biomassa vegetal acumulada pelo processo fotossintético pode ser analisada através técnicas simplificadas. O presente trabalho analisou o crescimento/desenvolvimento de plantas de cupuaçuzeiro em condições de viveiro aberto através de acompanhamento de parâmetros pré-estabelecidos: (1) diâmetro do colo; (2) número de folhas e (3) altura das plantas. Foram utilizadas 100 indivíduos com idade inicial de 180 dias (6 meses), oriundos de amostra mista de sementes, coletas em abril de 2011.  O experimento foi conduzido nas dependências externas do IFAM-Campus Maués/AM, em viveiro aberto, com uso de sombrite a 50%. As médias dos resultados obtidos não diferiam estatisticamente para p<0,05, demonstrando uma uniformidade dos dados ao longo do tempo. No entanto, os valores absolutos diferem dos encontrados na literatura, para a espécie. A heterogeneidade dos resultados absolutos demonstra que fatores genéticos e as condições de campo (ambientais) influenciaram na resposta das plantas.


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