Sistema Eletrônico de Administração de Conferências, VII CONNEPI - Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação

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O potencial da gestão integrada de resíduos sólidos urbanos no Brasil
Thaís Márjore Pereira de Carvalho

Última alteração: 2012-10-16

Resumo


Introdução: O consumo excessivo, a urbanização e concentração populacional são fatores que agravam a problemática dos resíduos sólidos. Atualmente, estima-se que a produção global aumentará cerca de 20% ao ano. Os efeitos são muito graves e vão desde a degradação ambiental e a propagação da doença, à falta de locais próximos dos centros urbanos para a implantação de aterros. No Brasil, mais da metade dos municípios despejam seus resíduos em lixões sem qualquer tratamento prévio. Objetivo: Analisar a situação brasileira e identificar quais as principais práticas de gestão de resíduos sólidos urbanos, verificando quais as mais adequadas à realidade do país, considerando o investimento necessário e as limitações tecnológicas de cada técnica. Material e Métodos: Pesquisas bibliográficas enfocando estudos sobre resíduos sólidos urbanos quanto a sua origem, composição, tratamento e destinação final. Resultados: Verificou-se que as 260 toneladas de lixo produzidas diariamente no Brasil têm a seguinte composição: 65% de matéria orgânica, 25% de papel, 4% de metal, 3% de vidro e 3% de plástico. Logo, acredita-se que é necessário investir em reciclagem e valorização de resíduos orgânicos, seja através de compostagem ou digestão anaeróbia. A compostagem é a transformação de resíduos orgânicos através de processos físicos, químicos e biológicos, cujo produto é um fertilizante orgânico homogêneo. Enquanto digestão anaeróbia é a degradação biológica da matéria orgânica através de sistemas que operam na ausência de oxigênio e que produzem biogás e fertilizantes. Suas vantagens são a geração de energia elétrica ou térmica e, especialmente, a redução considerável da quantidade de materiais que venham a ser levados para um aterro sanitário. Conclusões: O Brasil apresenta uma gestão de resíduos sólidos urbanos bastante deficiente, apesar de seu elevado potencial para a prática da reciclagem e da valorização de resíduos orgânicos, o que indica a necessidade de políticas públicas direcionadas ao tema.

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