Sistema Eletrônico de Administração de Conferências, VII CONNEPI - Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação

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ESTUDO DAS PRINCIPAIS CAUSAS DA INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA ENTRE PACIENTES QUE REALIZAM TRATAMENTO DIALÍTICO EM UMA CLÍNICA DE HEMODIÁLISE DA CIDADE DE FLORIANO-PIAUÍ-BRASIL
Irineu de Sousa Júnior, Claudionério dos Santos Silva

Última alteração: 2012-09-12

Resumo


Atualmente, o número de casos notificados de Insuficiência Renal Crônica (IRC) vem crescendo bastante, o que acarreta uma demanda elevada de pacientes em tratamento dialítico, além de muitas pessoas que morrem de IRC sem o diagnóstico correto. Em Floriano-Piauí, há mais de 220 pacientes em tratamento dialítico, os quais são acometidos por diversas as causas. Sendo assim, este trabalho teve por objetivo: determinar as principais causas da Insuficiência Renal Crônica entre pacientes que realizam tratamento dialítico em uma clínica na cidade de Floriano-Piauí, bem como divulgar os resultados em escolas públicas de ensino médio de Floriano para incentivar a prática preventiva. Trata-se de uma pesquisa quantitativa realizada com a aplicação de questionário, sendo a amostra composta por 100 sujeitos escolhidos aleatoriamente. Obteve-se resultados com predominância para: sexo masculino (75%), lavradores (55%), hipertensos (79%), etilistas (65%), fumantes (44%), uso freqüente de analgésico e antiinflamatório (59%),  hereditariedade (33%) e trabalhavam com agrotóxicos (43%). A hipertensão arterial dentre o grupo estudado, apresentou valores bem próximo a media nacional que está entre 80% e 90%. A hipertensão arterial provoca lesão glomerular, pois a permanência da pressão alta por muitos anos leva a uma hiperfiltração dos capilares glomerulares, causando a perda de proteína e conseqüentemente à glomerulosclerose. Isso reduz o número de néfrons em funcionamento podendo causar uma insuficiência renal terminal. Concluiu-se, mediante resultado obtido, que os valores são bastante expressivos com relação aos fatores de risco e os maiores percentuais estão ligados ao sexo masculino, profissão (lavradores), hipertensão e diabetes, hereditariedade, disposição a substâncias químicas como agrotóxicos, antiinflamatórios, além de etilismo e tabagismo.           


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