Sistema Eletrônico de Administração de Conferências, VII CONNEPI - Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação

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ESTUDO DO ENREQUECIMENTO PROTEICO DA PALMA FORRAGEIRA DO SERTÃO PERNAMBUCANO COM FOCO PARA ALIMENTAÇÃO ANIMAL
Mirna Pereira Silva, Sabrina de Freitas Santos, Onilda Bernardo Vieira de Lima, Beatriz Cavalcanti Amorim de Mélo

Última alteração: 2012-09-02

Resumo


A palma forrageira (Opuntia fícus-indica Mill) é uma espécie nativa da vegetação da caatinga, onde suas raquetes podem constituir uma fonte alternativa de alimento para animais, pois oferece boa disponibilidade no período de seca, além de apresentar um bom coeficiente de digestibilidade da matéria seca e alta produtividade, podendo ser introduzida na alimentação de bovinos, caprinos, ovinos e avestruzes. Embora essa cactácea apresente características adaptáveis às condições adversas da região, por outro lado apresenta limitações em relação ao teor de proteínas e vitaminas, mostrando-se inferior às outras culturas forrageiras. Com o cultivo de microrganismos, como fungos, este vegetal pode aumentar seu valor nutricional, sendo acrescido de proteína microbiana, sais como fosfato, potássio e cálcio, além de vitaminas do complexo B, importantes fatores de crescimento dos animais. Dentro desse contexto, este trabalho tem como objetivo estudar o enriquecimento proteico da Palma Forrageira do Sertão Pernambucano para ser utilizada na alimentação animal. O enriquecimento proteico da Palma Forrageira foi realizado através de fermentação semi-sólida com o microrganismo Saccharomyces cerevisiae. Para o desenvolvimento do enriquecimento proteico foi realizado um planejamento fatorial do tipo 22 com três repetições no ponto central, totalizando sete experimentos, sendo estes realizados aleatoriamente. As variáveis independentes do planejamento foram a concentração de uma fonte adicional de nitrogênio e a concentração de uma fonte adicional de carboidrato (glicose) e a variável dependente analisada foi o teor de proteínas totais contido na Palma enriquecida. Através do planejamento fatorial pode-se perceber que maiores percentuais de proteínas totais foram alcançados quando se utilizou adição de 1 % de fonte de nitrogênio e 1 % de fonte de glicose, sendo este percentual de 34,66 % após 4 horas de fermentação.

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