Sistema Eletrônico de Administração de Conferências, VII CONNEPI - Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação

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A insistência da população em morar nas palafitas do município de Laranjal do Jari, Amapá
Karoline Fernandes Siqueira, Vinícius Batista Campos, Clicia Pires Carvalho, Mayara Glinda Silva Martins, Rayanny Nara Gama Vieira, Kariane da Silva Oliveira

Última alteração: 2012-09-15

Resumo


No município de Laranjal do Jari, Amapá a ocupação foi de intensa corrente migratória, onde as pessoas se alojavam de maneira desordenada na busca de melhores condições de vida, favorecendo a constituição de moradias sem estrutura básica, como saneamento, abastecimento de água potável, fornecimento de energia elétrica, coleta de lixo, disposição organizacional de urbanização como ruas, postos de saúde. Nesse sentido, objetivou-se, com o presente estudo, analisar a justificativa de parte da população de Laranjal do Jari ainda permanecer morando em palafitas. A pesquisa descritiva e avaliativa focou os estudos na observação e aplicação de questionário qualitativo e quantitativo, para abordar os principais fatores que levam a população residente a permanecer na região, mesmo tendo as piores condições de vida, sendo vítimas de enchente, incêndios, falta de infraestrutura, coleta de lixo. Pelos resultados, foi possível verificar que 80% da população entrevistada moram a mais de cinco anos nas palafitas, sendo a maioria por escolha própria. Ainda foi constatado que a maior parte possui casa própria tendo, como maiores problemas, falta de energia e água. Apenas 42% dos entrevistados sabem que a enchente é um fenômeno natural e quase a totalidade dos moradores (92%) vivenciaram uma enchente. A população possui um desejo de permanecer, apesar de se mostrar forte, não é preeminente.        Mesmo a população vivendo com algumas dificuldades, a população entrevistada residente nas palafitas de Laranjal do Jari, Amapá possui um desejo de permanecer, apesar de se mostrar forte, não é preeminente. Ao contrário, existe uma forte mobilidade na cidade. A maioria da população local chegou a Laranjal à procura de emprego, na Jari, ou em empresas associadas. A maioria acabou ficando por ter perdido seu emprego e sua fonte de renda.


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