Sistema Eletrônico de Administração de Conferências, VII CONNEPI - Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação

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A natureza do homem e do papel da educação em Platão
Italo Hector Medeiros Batista, Allan Patrick de Lucena Costa, Ísis Andrade de Castro, Amanda Rodrigues de Araújo

Última alteração: 2012-10-08

Resumo


Desde a Antiguidade, como vemos nos textos de Platão, a educação já era objeto de indagação. Contudo, para investigá-la, mostrou-se importante também conhecer aquele que dela se utilizará. Nesse sentido, essa pesquisa de cunho teórico buscou revisitar Platão naquilo que toca a compreensão do homem e sua relação com a educação. Para Platão, o homem é a união de alma e corpo, e nunca está pronto, perfeito, havendo, portanto, a possibilidade de mudança. E uma boa educação, pensada cuidadosamente para fazer o homem agir com justiça e equilíbrio, é vista como a possibilidade de desprendimento da alma em relação às paixões do corpo. Os anseios do homem são provenientes dos desejos do corpo, de uma busca por uma felicidade, que acaba se tornando passageira, e por um bem-estar aparente. Diante disso, educar é ensinar a desejar, tornando o homem mais justo, pois, por vezes, as atitudes injustas e desequilibradas de um homem podem ter causa nos desejos do corpo. E uma sociedade onde as pessoas são justas e convivem em harmonia será uma sociedade virtuosa, afinal, são bons homens que constroem uma boa sociedade. Sendo assim, este artigo teve por objetivo a compreensão da natureza do homem segundo o filósofo da Academia, de tal maneira que fosse reforçado a necessidade e a importância de uma educação que também tenha efetivamente como proposta uma dimensão ética, objetivando uma sociedade mais justa para todos.


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