Sistema Eletrônico de Administração de Conferências, VII CONNEPI - Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação

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O EMPREGO DA ETNOMATEMÁTICA NA CARPINTARIA FLUVIAL DA AMAZÔNIA
Deilson do Carmo Trindade, Júlio Cézar Marinho da Fonseca, Bruna Freitas de Azevedo

Última alteração: 2012-08-25

Resumo


Os primeiros conceitos sobre etnomatemática  surgiram na década de 1970, devido a criticas relacionada a forma com que se ensinava a matemática, podendo ser desenvolvida e aplicada no nosso cotidiano facilitando a aprendizagem através de sua prática. A etnomatemática é a matemática praticada por grupos culturais distintos como sociedades indígenas, grupos de trabalhadores, classes profissionais, grupo de crianças de certa idade, entre outros. No caso dos grupos indígenas, ao mesmo tempo em que um sistema de conhecimento matemático sistematizado estava surgindo nas civilizações ao redor do Mar Mediterrâneo, os povos da Amazônia também estavam desenvolvendo maneiras específicas de conhecer, entender, compreender e lidar com o próprio meio-ambiente.  Neste mesmo período, outras civilizações presentes na China, nos Andes, nas áreas sub-saarianas do continente Africano, estavam igualmente desenvolvendo modos diversos e únicos para conhecer e compreender o ambiente no qual estavam inseridos. Hoje podemos encontrar a etnomatemática sendo desenvolvida em diversas culturas e de diversas formas, sempre com o intuito de melhorar e facilitar o que é essencial para a sobrevivência do individuo. Não obstante é observável que o conhecimento matemático está enraizado no artesanato local, nas formas, esculturas e pinturas as quais são aplicações de conceitos matemáticos que foram repassados de geração a gerações. Em Parintins no estado do Amazonas, existe uma cultura herdada dos indígenas, a construção de canoas e barcos, onde o conhecimento é mantido por um grupo de artesões fluviais  que ainda detém as técnicas repassadas por seus antepassados.


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