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DOÇARIA DO SERIDÓ POTIGUAR E ECONOMIA DA CULTURA
Maria Isabel Dantas, Cynthia Melo de Carvalho

Última alteração: 2012-10-19

Resumo


A produção de doces caseiros no Seridó potiguar é um exemplo de atividade produtiva onde podemos perceber relações entre preservação de práticas alimentares e desenvolvimento econômico. No passado era comum a mulher dominar os saberes e fazeres da doçaria, sendo a maior parte da produção feita para o consumo da família extensa. Hoje, a despeito de haver doceiras(os) que fazem doces para consumo da própria família, a maioria delas(es) vêm realizando a atividade com fins econômicos, se constituindo, muitas vezes, a única renda familiar. Sendo assim, neste artigo, nos indagamos sobre as motivações de ordem socioculturais e econômicas que têm levado algumas famílias seridoenses a se apropriarem de saberes e fazeres tradicionais e os transformarem em fonte de renda. Analisamos o impacto e a importância da produção de doces tradicionais para o desenvolvimento socioeconômico sustentável de pequenos grupos familiares e para a efetivação de ações de preservação do patrimônio cultural alimentar. Realizamos experiências etnográficas junto a doceiras(os) e comerciantes de doces da região. Guiamo-nos, especialmente, nos conceitos de cultura alimentar e comida em Contreras e Gracia (2005), de economia da cultura em Reis (2006) e Tolila (2007) e de identidade em Bauman (2005, 2003).

 

 


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