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Mafalda vai à escola: uma leitura de Quino à luz da Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire
Rita de Cássia Oliveira de Medeiros, Kamilla Karla da Silva, Raoni Gomes de Sousa

Última alteração: 2012-10-21

Resumo


O presente artigo articula os quadrinhos do artista argentino Quino com o pensamento do educador brasileiro Paulo Freire. Tomando como base algumas histórias em quadrinhos da conhecida personagem Mafalda de Quino, em especial tirinhas que retratam as personagens em situações que trazem à tona problemáticas educacionais, recorremos à obra “Pedagogia da Autonomia”, de Paulo Freire, para elucidar questões despertadas pela leitura, abordando representações sociais de suas personagens e o significado histórico de cada uma delas. Realizamos um estudo teórico das duas primeiras teses da “Pedagogia da Autonomia”. A primeira tese, “Não há docência sem discência”, trata da importância, para o bom trabalho de um educador, de colocar-se no lugar do aluno. Esse exercício de empatia tem consequências cruciais na prática docente, das quais destacamos maior empenho e criatividade para motivar o aluno a aprender. Da segunda tese, “Ensinar não é transferir conhecimento”, compreende-se que o processo realmente educativo tem por base a consciência de que cada pessoa humana é um ser em construção: nem os conhecimentos do professor, nem os dos alunos são definitivos, reconhecimento do qual decorre que uma verdadeira educação tem como característica fundamental a continuidade da construção do conhecimento por educadores e educandos. A partir desse panorama, selecionamos e analisamos cinco tirinhas de Quino em que crianças se deparam e se frustram com as limitações do sistema educacional em que estão inseridas, e tecemos uma reflexão sobre como as teses de Paulo Freire são pertinentes para aquela realidade dos quadrinhos que ainda persiste em vários graus em nossas escolas. Assim, chegamos à conclusão de que a leitura de Mafalda pode contribuir muito apara a reflexão sobre nosso sistema educacional e como transformá-lo continuamente visando a formação de cidadãos cognitiva e eticamente preparados para se inserir de maneira ativa e responsável na sociedade.


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