Sistema Eletrônico de Administração de Conferências, VII CONNEPI - Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação

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Diagnóstico da Horticultura na região metropolitana do Cariri/CE
Sidney Kal-rais Pereira de Alencar, Girlaine Souza da Silva Alencar, Francivânio Vieira dos Santos, Francisco Hugo Hermógenes de Alencar, Cicero Antõnio Amorim dos santos, Edgar Rodrigues dos Santos Junior

Última alteração: 2012-08-28

Resumo


O cultivo de hortaliças representa uma parcela expressiva na agricultura, sua evolução no Brasil deu-se a partir da década de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial. No estado do Ceará, o cultivo de hortaliças movimenta aproximadamente 150 mil reais, pouco expressiva em relação ao mercado brasileiro com cerca de 4 milhões de reais. Um dos graves problemas do setor agrícola é o uso indiscriminado de agrotóxicos. O Ceará é o quarto estado brasileiro em número de estabelecimentos que comercializam agrotóxicos. O objetivo desta pesquisa é a realização de um diagnóstico do setor da horticultura nos municípios de Juazeiro do Norte e Barbalha/CE. A coleta de dados foi feita mediante uma entrevista semi-estruturada com 28 Horticultores cadastrados pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão do Ceará (EMATERCE), sendo 15 de Juazeiro do Norte e 13 de Barbalha. Constatou-se que o tamanho médio das áreas cultivadas com hortaliças nos municípios de Juazeiro do Norte e Barbalha é superior a 1000m2 e o tipo de cultivo predominante em ambos os municípios é o campo aberto. Quanto à fonte de água utilizada na irrigação, 98% das propriedades do município de Barbalha utilizam água de nascente, enquanto que em Juazeiro do Norte 90% utiliza água de poços. As espécies mais cultivadas em ambos os municípios são: a cebolinha cultivada em 96% das propriedades, coentro 75% e a alface  75%. Em relação ao uso de agrotóxicos, em Juazeiro do Norte 52% dos produtores utilizam agrotóxicos sem orientação técnica, enquanto que em Barbalha apenas uma propriedade utiliza estes produtos. Em Juazeiro 34% das propriedades que utilizam os produtos seguem orientações do próprio vendedor ao invés de receber orientação técnica de profissional habilitado. Dessa forma, se faz necessário a atuação mais efetiva dos órgãos de extensão junto a estes produtores, visando à capacitação e utilização racional dos agrotóxicos.


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