Sistema Eletrônico de Administração de Conferências, VII CONNEPI - Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação

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Uso de agrotóxicos na floricultura do Agropolo Cariri: o caso de Barbalha – CE
Girlaine Souza da Silva Alencar, Sandra Elisa Contri Pitton, Francisco Hugo Hermogenes de Alencar, Paulina Moreno Lúcio de Souza, Maria Benedita Lopes Rocha, Cícero Antônio Amorim dos Santos

Última alteração: 2012-12-13

Resumo


O Brasil é atualmente o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. No setor agrícola, cerca de 15 milhões de trabalhadores rurais brasileiros são expostos diariamente a estes produtos. Estas substâncias têm a finalidade de controlar ou eliminar organismos indesejáveis das culturas, como fungos e pragas. São altamente tóxicas e além de afetar o meio ambiente, podem afetar a saúde humana causando desde a intoxicação imediata até problemas crônicos como patologias de pele, teratogênese, carcinogênese, desregulação endócrina, neurotoxicidade, efeitos na reprodução e no sistema imunológico. A intoxicação pode ser por ingestão, via dérmica e inalatória. Os trabalhadores rurais são mais susceptíveis à intoxicação devido à freqüência no manuseio destes produtos. A forma mais eficiente de evitar os problemas decorrentes do seu uso é a utilização de dosagens corretas e dos equipamentos de proteção individual (EPI’s). No setor da floricultura, a contaminação por estes produtos se intensifica devido à intensa manipulação das flores e plantas. O objetivo desta pesquisa foi identificar os problemas relacionados ao uso e manuseio de agrotóxicos em uma propriedade de cultivo de flores e plantas ornamentais da cidade de Barbalha - CE. Constatou-se que o transporte destes produtos é realizado de forma inadequada, os trabalhadores não receberam treinamento para o seu uso e manuseio, não utilizam EPI´s e nenhum dos agrotóxicos utilizados têm indicação para uso na floricultura.


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